Após pouco mais de 2 anos da chegada da primeira geração, a Amazon atualizou recentemente o seu “bastão” inteligente para TVs, trazendo evoluções relevantes no Amazon Fire TV Stick 4K, em um movimento que propõe melhorar a experiência de usuários.
A premissa básica segue sendo a mesma: é um stick HDMI discreto que converte qualquer TV em uma plataforma de entretenimento baseada no streaming mas por dentro, vemos o hardware atualizado com direito a oferta de mais memória, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.2, em busca de dar mais fluidez quando comparado com a geração anterior.
Visual discreto, ajuste certo

Visualmente, a mudança mais perceptível fica por conta do abandono do formato com quinas retas para apostar em cantos mais arredondados, deixando ele esteticamente mais moderno. O acabamento continua sendo plástico preto fosco interrompido apenas pelo o logo “Fire TV” na frente, além do conector HDMI em uma das pontas e a porta micro-USB na lateral.
O tamanho dele segue os padrões do que vimos já em outros modelos da marca e em gerações anteriores, o que garante que ela fique escondida em boa parte das TVs modernas mas, para aquelas que contam com HDMI em posição desfavorável, o kit inicial conta com um extensor HDMI para melhor posicionamento.
Um detalhe importante e que promete ajudar na praticidade é a possibilidade de conseguir usar a porta USB da própria TV para fornecer energia para o Amazon Fire TV Stick, ou seja, é menos uma tomada para lidar e mais organização nos fios.

Não menos importante, temos a manutenção do controle remoto por voz com Alexa, o que garante o controle tanto das funções do TV Stick como da própria TV via infravermelho, além de poder dar comandos por voz pela Alexa combinando o botão de atalho e o microfone integrado.
Além, temos os botões padrões e já conhecidos nos controles da linha para operação do sistema operacional, ações no streaming e na parte inferior, atalhos para o Prime Video, Netflix, Amazon Music e Apps.
Imagem e áudio
Principal diferencial quando comparado com outros modelos concorrentes, o Fire TV Stick 4K ganha bons pontos por trazer suporte aos quatro padrões HDR mais relevantes quando se fala de consumo de multimídia em streaming: Dolby Vision, HDR10, HDR10+ e HLG.
Mas na prática, o que esse suporte significa? Bem, indica que o Fire TV Stick 4K consegue lidar com o perfil mais adequado a depender do aplicativo utilizado, além de entregar boa fidelidade de cores e contraste, especialmente em telas OLED ou QLED 4K com suporte ao protocolo HDCP 2.2.
Em áudio, temos o Dolby Atmos que trabalha em especial em conteúdos compatíveis presentes no catálogo do Prime Video, Netflix e Disney+, sendo possível utilizar dispositivos da linha Echo para montar o setup de home theater, com formatação de até 5 caixas e mais um subwoofer. Não menos importante, são suportados formatos de áudio que inclem AAC-LC, AC3, eAC3, Dolby Atmos, FLAC, MP3 e PCM, elevando a experiência e sendo eficaz para a maioria dos usuários.
Obviamente, o Amazon Fire TV Stick 4K requer uma tela 4K para extrair o máximo de potencial entregue pelo dispositivo. Caso o uso seja em uma tela com resolução menor (Full HD ou HD), o aparelho vai adequar a transmissão para o máximo suportado.
Desempenho
A principal mudança desta geração está mesmo aqui: o novo Amazon Fire TV Stick 4K passou a oferecer 2GB de RAM integrado, ante 1,5 GB visto na geração anterior. Aliado a esse avanço, também é visto uma revisão no processador, um quad-core de 1,7 GHz que, segundo a Amazon, entrega desempenho 30% superior ao modelo anterior.
Na prática, dá para ver que essas evoluções foram bem-vindas e a promessa de mais desempenho não parece infundada, sendo possível abrir apps, trocar de plataforma e carregar a tela inicial de forma fluída e sem engasgoso.
O streaming em 4K roda com traquilidade e não são percebidas quedas na qualidade e o fato de termos nele mais memória permite uma troca entre apps de forma rápida e eficiente, graças a mantenção deles sem segundo plano, quando necessário.
Quem não mudou foi o armazenamento: seguimos vendo nele a oferta de 8 GB tal qual tivemos na geração anterior. Esse aspecto tem impacto direto no espaço disponível efetivamente para o usuário afinal, boa parte desse espaço é ocupado já pelo sistema e apps embarcados de fábrica. Não que isso seja um impeditivo mas certamente, limita um pouco o dispositivo.
Com isso, temos no Amazon Fire TV Stick 4K um dispositivo que atenderá com tranquilidade o usuário que está comprando principalmente para uso com streaming e controle por voz.
Conectividade
Principal característica destacada pela própria Amazon durante o anúncio, o Fire TV Stick 4K oferece suporte à conexões Wi-Fi 6 (802.11ax), algo que é muito bem-vindo em tempos atuais.
O Wi-Fi 6 tem como principais caraterísticas a entrega de uma conexão com menor latência, mais estável e menos buffering, ou seja, casa perfeitamente com a proposta do Fire TV Stick 4K, sendo obviamente perceptível apenas por quem possui um roteador compatível com a novidade.
Além do Wi-Fi 6, o Fire TV Stick evoluiu ao trocar o Bluetooth 5.0 pelo 5.2, o que tende a favorecer em especial o uso para conexão de dispositivos de áudio e controles de videogame que usam essa conexão para parear. No entanto, essa conexão ainda fica aquém de quem deseja jogar títulos que exijam decisões rápidas e latência baixa.
Vale ainda a observação de que, assim como todos os “bastões para TV” presentes no mercado, o uso de conexão cabeada não existe nativamente. No entanto, quem deseja essa possibilidade pode recorrer ao adaptador oficial, vendido na própria Amazon.
Interface e software
O Fire TV Stick 4K chega ao mercado trazendo embarcado o Fire OS baseado no Android, o que faz ele ganhar alguns pontos extras para quem deseja instalar novos aplicativos através do uso de apks e não depender apenas da loja oficial da Amazon.
A experiência de uso do Fire OS é consistente e mostra que a Amazon vem refinando com o tempo a experiência dos usuários, sendo necessário apenas uma conta da própria Amazon para acessar o dispositivo pela primeira vez.
Entre as funções que valem registro, temos a disponibilidade de configuração de perfis de usuários para não bagunçar seu histórico com outros moradores da casa, modo infantil com definição por faixa de idade e suporte à Alexa que permite acessar rapidamente títulos e controlar a reprodução e itens de casa conectada como lâmpadas e interruptores.
Também é destaque o catálogo de aplicativos da Amazon Appstore, entregando quantidade considerável de aplicativos para usuários. No entanto, é notório que ela ainda fica atrás de sua principal concorrente, a Play Store do Google, que se beneficia de fazer parte de um ecossistema maior e mais robusto. De toda forma, quem busca em especial apps de streaming oficiais tende a não ter problemas com isso.
No entanto, nem tudo são flores quando se fala do Fire OS: é notório o excesso de publicidade forçada na tela inicial, o que inclui desde destaques de títulos no Prime Video a banners patrocinados, sem a possibilidade de desativação de forma natvia dentro do sistema.
Ficha técnica

- Chipset: MediaTek MT8696D (4x 1.7 GHz Cortex A55)
- GPU: Arm Mali GE9215 (650MHz)
- RAM: 2GB LPDDR4
- Armazenamento: 8GB
- HDMI 2.1 com suporte entrada ARC
- Wi-Fi: 802.11 a/b/g/n/ac/ax (dual band)
- Bluetooth: 5.2 + BLE
- HDR: HDR10, HDR10+, HLG, Dolby Vision
- DRM: PlayReady 3.3, WideVine V16.3 L1 & L3, Fairplay V5.9.21
- Sistema operacional: Fire OS
Pontos positivos e negativos
✓ Pontos positivos
- Wi-Fi 6 para streaming 4K mais estável em redes congestionadas
- 2 GB de RAM — melhoria real e perceptível no cotidiano
- Suporte completo a Dolby Vision, HDR10, HDR10+ e HLG
- Dolby Atmos com passagem 7.1 em conteúdos compatíveis
- Bluetooth 5.2 mais estável para áudio sem fio
- Alimentação alternativa via USB da própria TV
- Controle remoto com IR integrado para volume e energia da TV
- Alexa profundamente integrada e funcional
- Excelente sinergia com ecossistema Amazon e dispositivos Echo
- Preço mantido igual ao do modelo anterior no lançamento
- Extensor HDMI incluso na caixa
- Suporte a perfis com controle parental
✗ Pontos negativos
- Tela inicial carregada de publicidade sem opção de desativar
- 8 GB de armazenamento — o mesmo da geração anterior, ainda limitado
- Max (HBO Max) ausente na Amazon Appstore
- Amazon Appstore com catálogo inferior ao Google Play
- Alimentação ainda via micro-USB, padrão ultrapassado
- Sem Ethernet nativa — adaptador vendido separado
- Wi-Fi 6 só faz diferença com roteador compatível
- Interface fortemente orientada ao ecossistema Amazon
- Sideload possível, mas inacessível para o usuário comum
Vale para você?
Pra quem tem TV 4K parada com uma TV box antiga, ou uma TV Full HD sem smart, e assina Prime Video: compra sem pensar muito. O Fire TV Stick 4K de segunda geração entrega Dolby Vision e Wi-Fi 6 a R$ 449, e não tem concorrente na mesma faixa de preço que chegue perto nesses dois quesitos.
Já se você usa Max como plataforma principal, prefere o Google TV pela abertura do sistema, ou não aguenta a tela inicial com propaganda: o Chromecast com Google TV pela mesma faixa de preço entrega uma interface mais neutra. Perde o Dolby Vision, mas ganha liberdade. É uma troca legítima dependendo do perfil de uso.
Conclusão
O Fire TV Stick 4K de segunda geração faz o que a primeira geração deveria ter feito: entrega memória suficiente para rodar sem travar, Wi-Fi moderno para streaming 4K estável e os melhores formatos de imagem da categoria — tudo pelo mesmo preço. Não é um produto perfeito. Os 8 GB de armazenamento continuam apertados e a tela inicial é uma vitrine de propaganda sem opção de desativar. Mas considerando o que ele oferece por R$ 449, especialmente o Dolby Vision que os concorrentes diretos não têm, a conta fecha. Se você já usa o ecossistema Amazon, é a compra mais óbvia da categoria.
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