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Googlebook estreia por US$ 899 com Gemini, apps Android e integração com o celular

8 min
Googlebook
Tudo sobre a marca Google 16 fichas técnicas · 22 matérias

O Google apresentou oficialmente o Googlebook, nova categoria de notebooks criada para integrar o computador de forma mais direta ao ecossistema Android e aos recursos de inteligência artificial do Gemini. Os primeiros modelos partem de US$ 899 e já estão em pré-venda em mercados selecionados.

Ao contrário do que o anúncio inicial da Qualcomm poderia sugerir, Googlebook não será uma plataforma exclusiva do Snapdragon. Os primeiros notebooks serão fabricados por Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo e poderão utilizar processadores de alto desempenho da Intel ou da Qualcomm. Dell e HP estão entre as primeiras fabricantes confirmadas com modelos equipados com Snapdragon X Elite.

A nova plataforma combina a base tecnológica do Android com elementos desenvolvidos a partir do ChromeOS para oferecer uma experiência voltada a notebooks. Isso permite executar aplicativos Android nativamente, utilizar o navegador Chrome com extensões e integrar arquivos, aplicativos e atividades de smartphones Android diretamente ao computador.

O Gemini também ocupa uma posição central no sistema. Recursos como Magic Pointer, Rambler e Create My Widget utilizam inteligência artificial para agir sobre conteúdos exibidos na tela, transformar comandos de voz em documentos estruturados e até criar pequenos componentes personalizados para a área de trabalho.

Googlebook não será exclusivo de Snapdragon

A Qualcomm anunciou que o Snapdragon X Elite estará presente nos primeiros Googlebooks, mas a plataforma criada pelo Google não ficará restrita aos processadores Arm da empresa.

Segundo o Google, a linha inicial terá modelos com processadores Intel e Qualcomm, todos acompanhados de NPUs capazes de superar 45 TOPS de processamento dedicado a inteligência artificial.

Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo estão confirmadas entre as primeiras fabricantes.

No caso da Qualcomm, Dell e HP já anunciaram modelos baseados no Snapdragon X Elite. Entre eles estão o XPS Googlebook, da Dell, e o HP Googlebook 14.

A estratégia permite que o Google construa uma categoria própria de computadores sem vinculá-la a apenas uma arquitetura de processador. O ponto comum entre os equipamentos estará principalmente no sistema, nos requisitos de hardware e na integração com Android e Gemini.

Googlebook começa em US$ 899

Os primeiros Googlebooks terão preços a partir de US$ 899.

Segundo o Google, os aparelhos poderão utilizar materiais como alumínio, liga de magnésio e fibra de carbono. A empresa também cita telas sensíveis ao toque com resolução de até 2.8K e painéis OLED, trackpads de vidro com resposta háptica e teclados retroiluminados.

A autonomia poderá chegar a até 14 horas, dependendo do modelo.

Outro elemento visual recuperado pelo Google é a Glowbar. Posicionada na parte externa do notebook, a faixa iluminada acende durante a inicialização, pode indicar o nível de bateria e apresenta animações durante interações com o Gemini.

As características exatas, incluindo tela, processador, bateria e construção, poderão variar conforme o fabricante e a configuração escolhida.

Notebook foi construído para trabalhar com celulares Android

A integração com smartphones Android é um dos pilares do Googlebook.

Durante a configuração inicial, o notebook poderá importar do celular informações como redes Wi-Fi salvas, senhas, configurações e mensagens. O Google afirma que essa transferência utiliza criptografia de ponta a ponta.

Depois da configuração, diferentes recursos tentam diminuir a separação entre celular e computador.

O Continue On permite retomar no notebook uma atividade iniciada no smartphone. Um projeto aberto em um aplicativo compatível no telefone, por exemplo, poderá aparecer na barra de tarefas do Googlebook para continuar o trabalho.

O aplicativo Files também poderá acessar arquivos e fotos armazenados no celular sem a necessidade de enviar manualmente o conteúdo para o computador.

Já o Cast My Apps permite transmitir aplicativos do smartphone para uma janela na área de trabalho e interagir com eles pelo notebook. Entre os exemplos citados pelo Google estão aplicativos de entrega e o acesso a códigos recebidos por mensagens.

Gemini ganha recursos próprios no Googlebook

O Google desenvolveu funções específicas do Gemini para a nova plataforma.

Uma delas é o Magic Pointer. Ao movimentar rapidamente o cursor, o usuário pode chamar o Gemini para trabalhar com o conteúdo que está sendo exibido na tela.

Segundo o Google, o recurso poderá realizar ações como organizar informações de um calendário ou traduzir textos sem exigir que o usuário copie o conteúdo para outra janela.

A empresa afirma que o Gemini só executará ações quando solicitado e que o recurso poderá ser desativado.

Outra novidade é o Rambler, ferramenta voltada a transformar comandos de voz e pensamentos falados em textos estruturados.

O usuário poderá falar sobre notas, tarefas ou ideias, inclusive utilizando diferentes idiomas, enquanto o sistema organiza o conteúdo em estruturas como títulos, listas, checklists e resumos.

O Create My Widget, por sua vez, permitirá descrever em linguagem natural uma informação ou função desejada e gerar um widget personalizado para a área de trabalho.

Apps Android rodam nativamente

A proximidade com o Android também muda a disponibilidade de aplicativos.

O Googlebook terá acesso à Play Store e poderá executar aplicativos Android nativamente, incluindo programas otimizados para telas maiores e uso com mouse e teclado.

O Google cita Adobe Photoshop, Adobe Lightroom e CapCut entre as ferramentas criativas disponíveis na plataforma.

Aplicativos de streaming como Netflix e HBO Max também poderão funcionar com suporte a conteúdo offline, dependendo dos recursos oferecidos por cada serviço.

Para jogos, além dos títulos disponíveis para Android, cada compra de um Googlebook incluirá um ano de acesso ao GeForce NOW, serviço de jogos por streaming da Nvidia.

Modelos equipados com Snapdragon X Elite também poderão utilizar tecnologias associadas ao Snapdragon Elite Gaming, segundo a Qualcomm.

Googlebook também quer atrair desenvolvedores

O Googlebook não foi desenvolvido apenas para atividades comuns de produtividade.

A plataforma inclui o Antigravity, ambiente do Google voltado ao desenvolvimento com agentes de inteligência artificial. A ferramenta poderá ser utilizada para criar, testar e distribuir aplicativos diretamente pelo computador.

Desenvolvedores também terão acesso a um ambiente completo de terminal.

Segundo o Google, será possível utilizar ferramentas como Claude Code e Antigravity CLI, além de executar fluxos de programação baseados em agentes de IA.

O sistema utiliza um ambiente Linux isolado para essas atividades.

Google destaca segurança baseada no ChromeOS

A arquitetura de segurança do Googlebook aproveita tecnologias desenvolvidas para o ChromeOS.

Entre elas está o Google Titan, utilizado como raiz de confiança em hardware, além de diferentes camadas de proteção e detecção local de malware.

O Google também afirma que o Googlebook será a primeira categoria de notebooks a utilizar um hipervisor pKVM com certificação de segurança de nível 5.

Esse hipervisor é utilizado para manter isolado o ambiente Linux que oferece acesso completo ao terminal.

A separação permite, por exemplo, executar ferramentas de desenvolvimento, baixar repositórios de código ou utilizar agentes autônomos dentro de um ambiente isolado do restante do sistema.

Até 10 anos de atualizações

O Googlebook OS receberá atualizações regulares e novos recursos durante um período de até dez anos, segundo o Google.

Cada Googlebook também incluirá 12 meses do Google AI Pro, com 5 TB de armazenamento em nuvem e limites maiores de utilização do Gemini.

A compra ainda inclui três meses de serviços como YouTube Premium e Adobe Photoshop, embora a disponibilidade dos benefícios possa variar conforme o mercado.

Quando o Googlebook será lançado

A pré-venda dos primeiros Googlebooks começou em 21 de setembro pela Google Store, Best Buy e varejistas selecionados.

Nos Estados Unidos, os aparelhos chegam às lojas em 4 de outubro.

Canadá, Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha e Austrália recebem os computadores a partir de 5 de outubro.

Até o momento, Google e Qualcomm não anunciaram disponibilidade ou preços dos Googlebooks para o Brasil.

Com o lançamento, o Google passa a disputar o mercado de notebooks com uma plataforma que tenta unir três ecossistemas que tradicionalmente funcionavam de maneira mais separada: aplicativos Android, experiência de desktop e recursos generativos e agênticos do Gemini.

Fontes: Qualcomm e Google

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Redação

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