A Adobe lançou nesta terça-feira a versão Android do Premiere, seu editor de vídeo profissional, disponível gratuitamente na Google Play Store. O aplicativo chega quase um ano depois da estreia no iOS e substitui o Premiere Rush, que será descontinuado em 30 de setembro.
O app permite edição em múltiplas faixas, corte quadro a quadro, legendas automáticas e exportação de vídeos em até 4K. Recursos como preenchimento generativo, conversão de imagem em vídeo e geração de efeitos sonoros usam a IA Firefly, mas exigem conta Adobe e assinatura do Creative Cloud ou de um plano específico de IA generativa, a US$ 8 por mês (cerca de US$ 70 por ano).
A versão Android traz ainda trilhas de áudio com aprimoramento por toque único para qualidade de estúdio, além de modelos prontos e biblioteca de músicas e imagens do Adobe Stock. Não há marca d’água nos vídeos exportados, e o login não é obrigatório para usar as funções básicas.
O aplicativo funciona em aparelhos com Android 13 ou superior e pelo menos 5 GB de RAM. Já acumula mais de 50 mil downloads na Play Store. A Adobe afirma que vai adicionar recursos como Adobe Fonts, keyframes, recorte e legendas aprimoradas em atualizações futuras.
O que o Premiere para Android oferece
A proposta do app é atender criadores de conteúdo que publicam em redes como TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts. A edição em múltiplas faixas permite sobrepor vídeo, música, narração e efeitos na linha do tempo, algo que editores móveis mais simples, como o CapCut, não fazem com a mesma profundidade.
Um dos diferenciais é a integração com o Premiere Pro para desktop. O usuário pode montar um corte inicial no celular e finalizar no computador, ou fazer ajustes de última hora sem precisar de um laptop. Esse recurso, no entanto, também depende de assinatura do Creative Cloud.
Limitações e concorrência
O Premiere para Android não substitui a versão completa para desktop. Recursos como correção de cor, máscaras e motion graphics personalizados não estão disponíveis, o que mantém o app em um patamar intermediário entre editores básicos de celular e suítes profissionais.
A chegada do Premiere ao Android amplia a concorrência com aplicativos como LumaFusion e o próprio iMovie, da Apple, que oferece edição gratuita em iPhones e iPads, mas com fluxo de trabalho mais simplificado. A Adobe aposta no reconhecimento da marca e na familiaridade de quem já usa o Premiere Pro para atrair usuários.
O fim do Premiere Rush, marcado para 30 de setembro, encerra um ciclo de seis anos da versão simplificada que cobrava US$ 9,99 mensais ou vinha incluída no pacote Creative Cloud, que custa mais de US$ 50 por mês. A nova versão gratuita elimina essa barreira de entrada, mas mantém os recursos de IA e armazenamento em nuvem atrás de assinatura.
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Fonte: Android Police e How-To Geek
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